“É este o título de um novo periódico que começou a ser publicado na cidade da Vitória. Declara, em seu artigo de apresentação, que “está dispensado de exibir um programa, pois o seu título e mais ainda o fato de ser órgão do Partido Conservador victoriense mostram claramente os fins a que ele se destina”.
À notícia acima, acusando o recebimento da edição de estréia, acrescentou A Província, do Recife, edição de 12 de junho de 1876, verrinosamente: É bem verdade que a imprensa conservadora não tem que assinalar princípios; seu único fim é sustentar o Partido Conservador, cujas únicas aspirações reduzem-se simplesmente ao gozo do poder”.
Seguiu-se a publicação, semanalmente, existindo comprovante do nº 12, de 16 de setembro do referido ano, com quatro páginas, formato médio, impresso em papel amarelo, na tipografia do diretor José de Oliveira Maciel do Rego Barros, Situada à rua Cruz das Almas, 47. Abaixo do título, a designação de “órgão do Partido Conservador”. Assinava-se a 12$000 anuais, custando 240 réis o número avulso. Aceitava com agrado escritos de interesse do Partido; mas os de interesse particular, só mediante ajuste. Anúncios a 80 réis por linha; para os assinantes - 40 réis e grátis as demais vezes.
A matéria da edição constou de artigo de polêmica contra O Liberal Victoriense folhetim, em rodapé, assinado por O Poeta João Lourenço; artigo de defesa do Juiz de Direito Marcos Tamarindo e de ataque ao Juiz Municipal Nicolau Lima; noticiário e toda a última página de anúncios.
Das outras edições foram avistadas, evidenciando que a Idéa Conservadora teve existência dilatada: o nº 5, ano IV, de 22 de fevereiro de 1879, e o nº 8, de 22 de março do mesmo ano, cujo editorial elogiava a situação do Partido Conservador, “o realizador das idéais nacionais e o paládio das liberdades públicas (Biblioteca Pública do Estado).link