segunda-feira, 28 de setembro de 2020

IDÉA CONSERVADORA

 “É este o título de um novo periódico que começou a ser publicado na cidade da Vitória. Declara, em seu artigo de apresentação, que “está dispensado de exibir um programa, pois o seu título e mais ainda o fato de ser órgão do Partido Conservador victoriense mostram claramente os fins a que ele se destina”.

 À notícia acima, acusando o recebimento da edição de estréia, acrescentou A Província, do Recife, edição de 12 de junho de 1876, verrinosamente: É bem verdade que a imprensa conservadora não tem que assinalar princípios; seu único fim é sustentar o Partido Conservador, cujas únicas aspirações reduzem-se simplesmente ao gozo do poder”. 

Seguiu-se a publicação, semanalmente, existindo comprovante do nº 12, de 16 de setembro do referido ano, com quatro páginas, formato médio, impresso em papel amarelo, na tipografia do diretor José de Oliveira Maciel do Rego Barros, Situada à rua Cruz das Almas, 47. Abaixo do título, a designação de “órgão do Partido Conservador”. Assinava-se a 12$000 anuais, custando 240 réis o número avulso. Aceitava com agrado escritos de interesse do Partido; mas os de interesse particular, só mediante ajuste. Anúncios a 80 réis por linha; para os assinantes - 40 réis e grátis as demais vezes. 

A matéria da edição constou de artigo de polêmica contra O Liberal Victoriense folhetim, em rodapé, assinado por O Poeta João Lourenço; artigo de defesa do Juiz de Direito Marcos Tamarindo e de ataque ao Juiz Municipal Nicolau Lima; noticiário e toda a última página de anúncios. 

Das outras edições foram avistadas, evidenciando que a Idéa Conservadora teve existência dilatada: o nº 5, ano IV, de 22 de fevereiro de 1879, e o nº 8, de 22 de março do mesmo ano, cujo editorial elogiava a situação do Partido Conservador, “o realizador das idéais nacionais e o paládio das liberdades públicas (Biblioteca Pública do Estado).link

O POPULAR DA VICTORIA

  Noticiou-lhe o aparecimento o Jornal do Recife, edição de 6 de maio de 1876, acrescentando: “E folha periódica, consagrada aos interesses do povo e redigida pelo Sr. José de Oliveira Maciel do Rego Barros”. Não foi possível obter outros pormenores.link

O REFORMISTA

 Jornal Politico, Noticioso e Comercial - Impresso nas oficinas gráficas d’O Município, em pequeno formato, “o nº 1, saiu a 12 de junho (1874) e o nº 17 (último?) a 4 de setembro. Semanal. Trimestre - 3$000”(Informações “Anais”).link

O MUNICÍPIO

 Hebdomadário Imparcial, Noticioso, Critico e Comercial - Tendo aparecido pouco depois do precedente, só resta comprovante do nº 41, ano I, de 14 de fevereiro de 1874, apresentado em formato 44 x 30, com quatro páginas de três colunas de 15 cíceros. Redator e proprietário - José de Oliveira Maciel do Rego Barros. Impresso

Entretanto, viu-se que ocorreram edições d’O Victoriense em maio de 1874 e de maio a agosto de 1875, o que dá a entender, nada obstante a deficiência de comprovantes, dc parte a parte, que os dois semanários circulavam concomitantcmente.

em tipografia própria, situada á rua Imperial, 20. Assinatura trimestral - 3$000.

  Seu sumário constou de artigos de João Antonio de Miranda, Libânio Presídio de Carvalho e Um Seu Conhecido, todos tratando de questões pessoais; “Fatos Locais”; “Agricultura”; “Revista Noticiosa”, etc. Quase sem anúncios (Biblioteca Instituto Hist. de Vitória). 

Outro exemplar encontrado foi o nº 115, datado de 4 de setembro de 1875, que teria sido o último posto em circulação. Acompanhou o ritmo de matéria variada (Biblioteca Pública do Estado).link

A LIBERDADE

  Periódico Politico, Noticioso e Comercial - Circulou o nº 2 no dia 18 de janeiro de 1873, em formato 36 x 26, com quatro páginas de quatro colunas, impresso na tipografia da rua Imperial, 20. Editor-proprietário - José de Oliveira Maciel do Rego Barros. Assinava-se a 3$000 por trimestre, sendo a publicação semanal. A edição estampou editorial contra o partido “administrativo” e a política do personalismo, seguindo-se literatura, noticiário e anúncios. 

Circulou até o nº 9 (segundo exemplar existente), datado de 8 de março. De sua matéria destacaram-se artigos sobre a Fala do Trono e sátiras contra o Correio de Santo Antão (Biblioteca Pública do Estado).link

CORREIO DE SANTO ANTÃO

  Jornal Politico, Noticioso e Comercial - Iniciou sua publicação em janeiro de 1871, em substituição a O Victoriense, conforme o registro dos “Anais”, de Alfredo Carvalho80 .

80 O historiador focalizou o Correio de Santo Antão como tendo existido, na qualidade de substituto, “até 1876” (pág. 319 dos “Anais”) ou até “dezembro de 1975” (pág. 336). 

Prosseguiu, alguns anos afora, dele restando raros exemplares. O nº 45, ano V, circulou a 11 de novembro de 1871, em formato 47 x 31, com quatro páginas a quatro colunas de 14 cíceros. Propriedade de Antão Borges Alves, que era também redator, imprimia-se em tipografia própria, situada na rua Imperial, 27. Semanário, assinava-se a 3$000 por trimestre, pagos adiantamente. Anúncios - 100 réis a linha.

 A edição em apreço inseriu editorial, noticiário, variedades, soneto de A.P.C.A., audiências do juiz municipal e deu início ao folhetim, em rodapé, “Amélia”, com a assinatura “de um nosso amigo”. Toda uma página de reclames comerciais.

Outro comprovante manuseado: nº 17, ano VII, de 26 de abril de 1873, do qual constava a seguinte tabela de assinaturas: ano 12$000; semestre - 6$000; trimestre - 3$000. Ocupou toda a primeira página o começo da matéria intitulada “Traços biográficos do Comendador Tiburtino Pinto Almeida”, seguindo-se “Gazetilha”, “A pedidos” e o folhetinm (já na 32 parte) “As três irmãs”, de Camilo Castelo Branco.

 Ainda: um exemplar (mutilado), de 3 de outubro de 1873, e o nº 53, ano VII, de 17 de janeiro de 1874, acompanhando o ritmo anterior Biblioteca do Instituto Hist. de Vitória).

Na Biblioteca Pública do Estado, existe, finalmente, entre os avulsos, o Correio de Santo Antão de nº 50, ano V (?), de 16 de dezembro de 1875.link aqui 

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

O LIBERAL VICTORIENSE

Semanário Democrático e Literário - Noticiou o Jornal do Recife, de 14 de maio de 1869, haver sido obsequiado, "pela respectiva redação, com o primeiro número" da nova folha, publicado no dia 8. Sucedendo a O Echo Liberal, imprimiu-se na mesma tipografia, sob a direção de Manuel Bernardo Gomes Silvério. Apresentava o slogan: "Quando a liberdade periga, todo cidadão deve ser um revolucionário".

Jornal de vida extensa, dele só existem, na Biblioteca Pública do Estado, dois comprovantes: nº 5, ano V, de 19 de maio de 1873, não mais exibindo o slogan e com editorial de crítica a O Município, e nº 164, ano VIII, de 27 de janeiro de 1877. Tinha bom formato 36 x 27, com quatro páginas a quatro colunas de composição. Assinava-se a 10$000 por anualidade, acrescidos de 2$000 para fora da cidade; o semestre a 6$000 e o trimestre a 3$000.

O mencionado nº 164 atacou, avidamente, o Juiz de Direito local, 129 Marcos Correia da Câmara Tamarindo, que tinha cobertura de defesa por parte do periódico Idéa Conservadora. Duas páginas da edição eram dedicadas a anúncios.

Embora Alfredo de Carvalho tenha registrado, nos "Anais", que O Liberal Victoriense só viveu até meados de 1877, a publicação foi mais além. Existe, por exemplo, na biblioteca do Instituto Histórico de Vitória de Santo Antão, comprovante do nº 208, ano IX, de 6 de abril de 1878, em formato 48 x 32, com quatro páginas a quatro colunas de 14 cíceros. Constava do cabeçalho, abaixo do título: "Semanário Democrático, Noticioso e Literário, dedicado aos Interesses do Povo pernambucano".

Abriu a edição o editorial "O Gabinete Liberal", atacando os "conservadores perdidos na opinião, gastos e corrompidos que a todo transe se querem filiar à democracia, tendo somente em vista o interesse pessoal". Concluiu, após uma série de considerações: "O Liberal Victoriense que, por força das circunstâncias, tinha-se eclipsado entre as brancas nuvens da liberdade, volta ao seu antigo posto de honra, equipado de carabina ao ombro".

Seguiu-se matéria de rotina, complementando-a duas páginas de reclames comerciais.

Ainda mais: A Província, do Recife, louvando o jornalista Manuel Bernardo Gomes Silvério, "esforçado paladino da imprensa liberal na cidade da Vitória", em sua edição de 9 de maio de 1878, reproduziu o artigo comemorativo da edição de aniversário d'O Liberal Victoriense, acompanhando-lhe o erro de "dez anos", em lugar de nove. Dele vão aqui transcritos os tópicos principais, que definem até onde afirmava o idealismo de um homem devotado à sua causa e ao seu jornal:

"Dez anos de existência completa a nossa gazeta. Contamos dez anos de sacrifícios, vexames e contrariedades; até o próprio sangue serviu de holocausto aos assassinos que policiavam esta vitória em 1868, cujos remorsos e crimes trucidam-lhes as negras almas. Nunca vimos perigos que não os agrontássemos, embora cercados de ameaças e perseguições. Muitas vezes tentaram rebentar a nossa imprensa; repetidas vezes tentaram também contra a nossa existência; porém, para desesperá-los de raiva, para cauterizar tão cancerosas chagas, pouco valor dávamos à vida; lutamos desesperadamente. A nossa tenacidade era aplaudida pela imprensa democrática do país". LINK

O ECHO LIBERAL

Periódico Político e Noticioso - Impresso em tipografia instalada á rua Imperial, 20, "o nº 1 do ano I saiu a 19 de setembro de 1868 e a publicação perdurou até fins de abril de 1869". É o que consta dos "Anais", de Alfredo de Carvalho, não restando

Nota 79 O Victoriense voltou a publicar-se, por alguns meses, em 1956, feito órgão do Instituto Histórico de Vitória de Santo Antão, ao qual José Aragão transferiu os direitos adquiridos. Reaparecendo em 1965, comemorou, no ano seguinte, o centenário de sua fundação.

comprovantes. Acusando o recebimento do nº 2, o periódico A Opinião Nacional, do Recife, em sua edição. de 7 de outubro, confirmou que era proprietário da folha liberal Manuel Bernardo Gomes Silvério. O mesmo órgão recifense, a 14 de janeiro de 1869, ao referir-se à publicação do nº 1, ano II, d' O Echo Liberal, acrescentou: "Sentimos profundamente o desacato que sofreu o seu proprietário e redator, vítima, como tantos outros campeões da imprensa nestes tempos de harmonia dos brasileiros, das infâmias dos agentes do governo". A ocorrência, verificada às 19 horas do dia 23 de dezembro, foi assim narrada pelo diário O Liberal, também do Recife, edição de 16 de janeiro de 1869:

De um grupo onde se achava o subdelegado saiu um soldado, quando passava o paciente para sua casa, e a poucos passos espancou-o cruelmente, deixando-o cortado pelos peitos com o azorrague de que estava premunido, sem haver um só dentre tantos que acercavam o subdelegado que o fosse tirar das mãos do algoz, o qual, depois de cometido o crime, voltou, mansa e pacificamente, ao seu primitivo lugar.

Acentuou o narrador que a gazeta victoriense havia falado do subdelegado, "publicando alguns fatos criminosos que lhe eram atribuidos". O ofendido dirigiu-se à capital do Estado, apresentando queixa ao Conde de Baependy, presidente da Província. Chamava-se João de Góis a atrabiliária autoridade policial, que houvera, inclusive, ameaçado empastelar a tipografia onde se imprimia o jornal de Gomes Silvério. LINK

O LIDADOR

      Hebdomadário Político, Noticioso e Comercial - Entrou em circulação no dia 12 de junho de 188081, mas o primeiro número avistado foi o...